A Parábola do Perfume: De Pai pra Filha

Sabe quando você está refletindo sobre algo e de repente vem um pensamento e te revela aquilo que você não quer enxergar? E esse pensamento é tão “tapa na cara” que mais parece o seu pai te dando um conselho.

O meu drama, em resumo, era o seguinte: eu queria e gostava muito de algo e de repente me vi não gostando mais. Tudo de uma hora pra outra.

A parábola do perfume 

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Certa vez uma menina comprou um perfume novo. A sua fragrância era absurdamente agradável e ela não queria mais nenhum. Até que um dia ela enjoou do perfume. Por muito tempo ele foi o seu preferido, mas de uma hora pra outra ela não o queria mais. Chegou a passar pela cabeça dela a possibilidade de se desfazer dele, mas por puro apego ela resolveu “esquecê-lo no seu armário”. Muito tempo depois a menina relembra do perfume e ao sentir o cheiro se pergunta: por que parei de usá-lo se é tão bom?

P.S.: a menina sou eu.

Não tinha nada de errado com o perfume, a menina é que apenas enjoou dele. O problema era a menina e não o perfume.

Assim como, provavelmente, a menina tinha um perfume mais “atraente” para usar (do que o antigo), eu tinha algo que parecia mais interessante à minha frente. A questão é que eu fui atrás disso e deixei o “perfume antigo no armário”.

Quantos “perfumes” deixamos no armário todos os dias em busca de algo novo e depois nos tocamos que, talvez, não fizemos uma boa escolha?

De qual perfume você enjoou?

A conclusão que tiro disso é que às vezes a gente só precisa de um tempo e não de um perfume novo. Por isso, se possível, é melhor deixá-lo no armário (nem tudo se pode comprar de novo, nem tudo é comprado e sim conquistável).

Na bíblia Deus fala muito por parábolas e parece que ele estava tentando me dar um recado com essa que “brotou” em mim. Pode ser que seja apenas fruto da minha imaginação, mas eu prefiro acreditar que era um pai querendo dar um conselho pra filha.

Espero que tenha sido um conselho pra você também.

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